sábado, 8 de outubro de 2016

Como salvar vídeos do Facebook no seu computador ou Smartphone

Se você assistiu a um vídeo no Facebook que gostaria de guardar para assistir de novo, mesmo sem internet disponível, você pode salvar em arquivo no seu computador, notebook ou smartphone. E sem precisar instalar nenhum aplicativo ou programa extra. 

Existe o recurso de salvar vídeo no Facebook, que aqui no blog você pode ver nesta postagem. O problema é que você precisa estar conectado para assistir novamente. O vídeo fica salvo no seu perfil da rede social, de modo que você precisa estar conectado e logado para ver novamente.

Por outro lado, se você salvar em arquivo no seu computador ou celular, além de poder assistir mesmo com o aparelho em modo avião, você pode enviar direto em outra rede social ao invés de enviar apenas o link, como enviar direto pelo Whatsapp por exemplo.

Para fazer isso no computador, siga os passos a seguir e/ou, em seguida, pelo smartphone:


Salvando em arquivo no computador


Para salvar no seu computador são poucos passos para você ter gravado numa pasta o vídeo de sua preferência. 

Primeiro, clique com o botão direito do mouse sobre o vídeo. 

Aparecerá três opções como na imagem abaixo, onde você deverá selecionar a terceira, Show video URL. Assim será exibido o link direto do vídeo em questão:


Facebook
1-Menu de Opções do Vídeo
O link aparecerá já selecionado. Basta então copiar, ou com o menu aberto com o botão direito do mouse sobre o link, ou pelo bom e velho atalho de teclado Ctrl+C.


Facebook
2-Link direto do vídeo
Em seguida cole o link na barra de endereços, de preferência numa nova aba do navegador, novamente com o botão direito do mouse ou o atalho Ctrl+V:


Facebook
3-Cole o link na barra de endereços
Antes de pressionar o Enter para abrir o link, selecione desde o http até antes do ponto após o www e digite a letra m (com o cuidado de não selecionar o ponto, caso contrário não irá funcionar). Isto fará com que você abra no seu computador a versão mobile do Facebook, ou seja, a versão web para dispositivos móveis ou celulares.


Facebook
4-Selecionando trecho do link

Na próxima imagem confira como o link ficará:


Facebook
5-Link alterado para versão mobile

Ao pressionar o Enter então você notará que o Facebook abrirá de forma mais "enxuta", como aparece quando você abre no seu celular através do navegador, como será mostrado mais adiante, quando para salvar no smartphone. 

Neste ponto, para finalmente deixar o vídeo arquivado no seu computador, clique para assistir e em seguida com o botão direito do mouse clique sobre o vídeo. Você verá como na imagem abaixo a opção em destaque, Salvar vídeo como... 

Resta apenas escolher onde você quer salvar o arquivo, na janela do windows explorer que abrirá, onde você poderá navegar nas pastas do seu computador. Salvará o arquivo no formato MP4, formato com boa compactação, ou seja, o arquivo não ficará muito grande e ao mesmo tempo terá boa qualidade.

Facebook
6-Menu com a opção Salvar vídeo como...
Dica: lembre de alterar o nome do arquivo de vídeo, pois por padrão ele ficará "bem pequeno" como na imagem abaixo:


Facebook
7-Nome padrão ao salvar o arquivo

Salvando no smartphone


Salvar no celular é mais simples ainda. Só não será através do aplicativo da rede social do Mark Zuckerberg. Você precisará abrir através do navegador web do seu aparelho:

Moto G 3ª geração
8-Navegador no smartphone
Abra então a rede social pesquisando para aparecer o link ou digitando diretamente. Note que o endereço aparece m.facebook... como é preciso fazer no computador ou notebook.

Facebook
9-Acesso ao Facebook através do navegador no smartphone
Aqui você precisará digitar seu e-mail ou número de telefone e senha

Observo que boa parte das pessoas, para não precisar digitar sempre que abrir, salvam o nome de usuário e senha no navegador, tanto no computador como no smartphone. E também com a facilidade no caso dos celulares, onde o aplicativo abre automaticamente com seu nome e senha já gravados. 

Resultado: esquecem a senha. 

Só uma parêntesis para chamar a atenção num ponto importante: esta facilidade é uma "faca de dois gumes" ou "dois legumes", pois por um lado facilita e agiliza na correria e impaciência, comum destes nossos tempos "conectados" à rede; por outro lado porém, facilita também para quem quiser invadir seu perfil, podendo enviar material como se fosse você ou até pior, sem falar naturalmente na questão da privacidade. Noto na maior parte das pessoas que conheço, desde familiares até conhecidos em cursos a falta do cuidado de fazer o logoff, ou seja, sair da conta do Facebook sempre que terminar de usar. Não foram poucas as vezes em que encontrei em computadores públicos, perfis "logados" no face. É claro que eventualmente numa emergência pode não ter dado tempo. De qualquer forma, adquirindo o hábito, passa as ser automático, de modo que sempre que você terminar de usar, sem sentir você irá lá na opção Sair quando não for usar mais. Quando falamos dos "especialistas" em perder celular (brincando é claro), esse cuidado é particularmente importante. 

Enfim, recomendo o hábito de usar a opção Sair e ter um pouco de trabalho para digitar a senha toda vez que for acessar a "rede social azul", bem como qualquer outra rede. No caso do endereço de e-mail ou telefone os navegadores se encarregam de gravar, evitando de ter de digitar toda vez que quiser entrar...

Voltando então ao recurso de salvar vídeo no celular. 

Uma vez aberto no navegador do seu celular, bastará escolher o vídeo de sua preferência, podendo ser entre os vídeos salvos. Coloque para reproduzir o vídeo e toque sobre ele durante alguns segundos para aparecer o menu de opções (neste caso aparecerá apenas Salvar vídeo).

Facebook
10-Salvando vídeo no smartphone
Naturalmente é mais indicado fazer esse procedimento quando conectado pelo Wifi, pois dependendo do tamanho do vídeo, poderá consumir boa parte ou todo o seu pacote de dados da operadora, inclusive dependendo do caso interrompendo o download antes de terminar, sem salvar portanto o arquivo. Por padrão os aparelhos salvam na pasta Download.

Escreva nos comentários, clique em curtir, visite a página do Facebook  e compartilhe com seus amigos. Até a próxima!

sábado, 1 de outubro de 2016

Sistema eletrônico de votação. Um avanço de fato?

...Diego conclui que não é um especulação que o sistema de votação usado no país é inseguro. É demonstravelmente inseguro. Esta foi a conclusão dos testes coordenados pelo professor da UNB...
Eleições
1-Biometria e urna eletrônica

"O sistema eletrônico de votação adotado no Brasil é referência mundial" - é a afirmação encontrada no site do TSE, à respeito da biometria e a urna eletrônica.

O objetivo aqui não é tomada de posição à favor ou contra. Apenas colocar os fatos e deixar que eles falem por si mesmos, pois como afirma um provérbio português, "contra fatos não há argumentos".

Os fatos em questão são relacionados à parte de programação envolvida nas urnas, apontados pelo especialista e professor da UNB, Diego Aranha, na Comissão de Ciência e Justiça do Senado Federal em 2013. Coloco abaixo adaptado e resumido o conteúdo da fala do especialista, destacando alguns trechos notoriamente mais alarmantes. O vídeo está disponível no Youtube e poderá ser assistido diretamente aqui, no final deste texto. 

Diego Aranha participou como coordenador nos testes de segurança do software de votação em março de 2012, coordenando a equipe que venceu os testes, formada por 27 pessoas, entre nove equipes que participaram, convocadas via chamada pública promovida pelo TSE. 

Os membros da equipe fizeram testes divididos em duas fazes durante 12 dias. Na primeira faze as equipes tinham acesso ao código-fonte do software de votação, podendo solicitar esclarecimentos técnicos do pessoal do TSE. Tais solicitações eram protocoladas e o TSE se reservou o direito de não respondê-las. Foi descrito um mecanismo de segurança que produz o RDV - Registro Digital do Voto de forma embaralhada, ou seja, os votos são armazenados no RDV fora de ordem. Assim não é possível correlacionar a ordem que o eleitor votou, a posição dele, com o seu voto propriamente dito.

A equipe coordenada por Diego começou na primeira fase os exames, buscando funções ou construções conhecidamente inseguras. Calcular permutações, como é chamado em computação. A equipe encontrou já nos primeiros 5 minutos uma construção conhecidamente insegura, sabidamente insegura há 17 anos naquele ano (2012), exatamente naquele arquivo que produzia o RDV. A equipe levantou a hipótese de que o RDV não havia sido projetado e implementado de maneira segura, de forma a proteger o sigilo do voto

Num total de 5 horas avaliando o código fonte, além desta primeira descoberta da construção insegura, Diego e sua equipe prosseguiram fazendo testes, buscando outras possibilidades de falhas de seguranças ou vulnerabilidades no código fonte do software de votação, que possivelmente interfeririam em outros fatores de segurança da eleição, como por exemplo a questão da integridade do voto, além do sigilo do mesmo. Diego descreveu àquela primeira vulnerabilidade encontrada como infantil, quando avaliava a questão do sigilo do voto

Em outro dia de testes o time do professor conseguiu reverter o embaralhamento dos votos, constatando a possibilidade de saber que eleitor votou em qual candidato, conferindo com a fila de votação. Isso abriria margem para fazer uma "versão digital" do que era chamado em outra época de "voto de cabresto", onde um indivíduo interessado em fraudar a eleição pressiona os eleitores a votar em determinado candidato, sob pena de sofrer algum tipo de punição. Em seguida, continuando os testes, encontrou diversos problemas de projeto, considerados mais preocupantes, e não apenas de implementação. Constatou que vários dos mecanismos de segurança no sistema de votação foram projetados de maneira incorreta, ou por falta de treinamento ou por falta de conhecimento da forma como aquela primitiva de segurança deve ser usada na prática, falta de auditoria externa, entre outros fatores... Enfim, um processo de desenvolvimento que não teve a segurança como prioridade. 

Ao término dos testes a equipe redigiu um relatório de 40 páginas, disponível na internet neste link. Encontraram erros fundamentais de projeto no software na parte responsável pela integridade dos dados de votação. Como exemplo, todas as urnas eletrônicas disponíveis no país, em torno de meio milhão, compartilham a mesma chave de segurança, o que fazendo uma analogia corresponde a meio milhão de pessoas usando a mesma fechadura em suas casas. Isso quer que se o conteúdo desta chave segurança vazar uma única vez, o conteúdo de todas as urnas fica exposto, bem como a memória de todos os equipamentos em operação. Mais ainda: esta chave de segurança é armazenada às claras no cartão de memória que é chamado de cartão de carga, usado para instalar o programa de votação nas urnas. A parte protegida do cartão é onde está armazenado o programa, de forma a permitir à quem tiver acesso, lendo todo o seu conteúdo, manipular o software de votação para, por exemplo, fazer a contagem de maneira desonesta dos votos dos candidatos, como também produzir um registro digital do voto compatível com tal contagem ilícita. Assim, qualquer recontagem posterior irá necessariamente refletir o resultado fraudulento.

Diego concluiu que estes não foram erros de projeto sofisticados, ou seja, incomuns ou erros que exigem conhecimento de especialistas para serem identificados, porém erros primários que o próprio professor ensina no seu curso de graduação. O ataque simulado que ele realizou com sua equipe nos testes é usado como bônus nas provas do seu curso, onde 80% dos alunos acertam com absoluta exatidão. Portanto, não foi necessário conhecimento especializado para encontrar as vulnerabilidades nem para realizar os ataques ao software de votação.

Enfim, Diego conclui que não é um especulação que o sistema de votação usado no país é inseguro. É demonstravelmente inseguro. Esta foi a conclusão dos testes coordenados pelo professor da UNB.

Eis os fatos.

Confira abaixo o vídeo do especialista:




Para acrescentar, tem a entrevista seguinte do professor ao programa The Noite em 2014, reafirmando as conclusões do teste feito dois anos atrás e acrescentando algumas informações importantes, como a posição do TSE diante das falhas de segurança:




Escreva nos comentários, clique em curtir, visite a página do Facebook  e compartilhe com seus amigos. Até a próxima!